sexta-feira, 16 de setembro de 2011

MEU DESAFIO DE APRENDIZGAEM

Ao realizar o DESAFIO DE APRENDIZAGEM exigido pelo curso de Especialização em METODOLOGIAS E GESTÃO EM EAD da Faculdade Anhanguera, pude interagir com pessoas que defendem a Educação a Distância, bem como as que criticam. Foi uma experiência significativa, pois pude notar que ainda há um certo preconceito com relação à mesma.
            Alguns indivíduos acreditam que os alunos que se formam nesta modalidade de ensino são menos preparados para assumirem o mercado de trabalho com relação aos alunos de cursos presenciais.
            Como tutora presencial de um curso a distância posso garantir que a educação a distância exige muito do aluno. Na minha realidade, além das aulas satelitárias, transmitidas em tempo real e com interação síncrona e assíncrona, temos o momento com o professor tutor presencial e também com o professor a distância; todas as dúvidas podem ser sanadas a qualquer momento. Além desses e outros suportes pedagógicos, os alunos tem atividades para serem cumpridas fora dos períodos que está em sala de aula. Dessa forma, a aluno deve ser disciplinado, autônomo e comprometido com o processo de ensino aprendizagem, que depende muito mais de si do que do outro.
            Aliada a esta forma de aprendizagem está o uso das tecnologias da informação e comunicação, pois elas possibilitam maior interação.
            Os comentários e as participações que fiz nos blogs sobre Educação a Distância foram pertinentes para fortalecer a minha opinião: é uma modalidade crescente no país que tende a enraizar-se no meio educacional ao mostrar-se eficiente.
            Para finalizar, gostaria de citar a frase de um profissional da Educação a Distância: “... existem alunos presenciais que estão distantes e alunos a distância que estão presentes”.
Infelizmente, o modelo de aprendizagem que não aborda o indivíduo como agente transformador foi aderido por alguns projetos de educação a distância, o qual compreendia o ensino como algo pronto e acabado, onde os alunos recebiam, armazenavam e repetiam em futuras “provas” o que conseguiram memorizar.
Entretanto, pesquisas e até mesmo a prática educacional demonstram que a educação a distância vai muito além; é uma modalidade que vem para democratizar o ensino, tornando o aluno um sujeito ativo e responsável pelo seu processo de aprendizagem.
Legalmente, a educação a distância se dá com a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, no artigo 80, a qual oficializa as normas para a educação a distância no país. Em seguida o Decreto nº 5.622, de 19 de dezembro de 2005, que regulamenta o art. 80, onde estabelece as diretrizes e bases da educação nacional; mais adiante o Decreto nº 5.773, de 9 de maio de 2006, que dispõe sobre o exercício das funções de regulação, supervisão e avaliação de instituições de educação superior e cursos superiores de graduação e seqüenciais no sistema federal de ensino e por fim o Decreto nº 6.303, de 12 de dezembro de 2007, que altera dispositivos dos Decretos nos 5.622 e  5.773.
 Mesmo amparado legalmente e já incorporado nas políticas públicas, as quais devem seguir normas estabelecidas pelo Ministério da Educação, oferecendo um padrão de qualidade e consequentemente o mesmo valor de reconhecimento na certificação dos cursos presenciais, o ensino a distância tem causado muita polêmica no ramo educacional e tratado de forma preconceituosa por parte de algumas pessoas, que caracterizam os alunos desta modalidade como menos preparados do que os que frequentam os cursos presenciais.
Entretanto, alguns dados, como, por exemplo, o resultado do ENADE, tem mostrado que, em comparação ao desempenho dos alunos dos cursos presenciais, os alunos da modalidade a distância estão levado vantagem e se saindo melhor.
Uma forte aliada a este resultado e considerada um diferencial desta modalidade de ensino, é a utilização das tecnologias da informação e comunicação que contribui para desenvolver a autonomia, disciplina e interesse do aluno, bem como sua independência, proporcionando uma interação virtual síncrona ou assíncrona com o ambiente de aprendizagem.
Por fim, pode-se considerar que a educação a distância é uma realidade no Brasil e conforme os dados e números que se tem, a tendência é o crescimento e fortalecimento desta modalidade. O que se deve atentar é para que esta não se torne uma educação facilitadora e que mantenha a qualidade exigida pelo MEC. Outro fator relevante para a sua manutenção é o comprometimento dos profissionais que nela atuam e o desejo de manter a qualidade desta modalidade de ensino

sábado, 3 de setembro de 2011

Educação a distância

 A educação a distância é considerada uma modalidade de ensino na qual o aluno não necessita estar presente num ambiente formal de ensino-aprendizagem, ou seja, não necessita estar numa sala de aula, sentado, para assimilar os conteúdos que lhe são transmitidos; a esta forma de aprendizagem, na qual os alunos apenas recebem os conteúdos de forma passiva, o autor Paulo Freire denomina como “educação bancária”, onde compreende que o aluno apenas memoriza os conteúdos transmitidos pelo professor, transformando-se numa espécie de “vasilhas” que são serão “enchidas” pelo professor. Infelizmente este modelo de aprendizagem foi aderido por alguns projetos de educação a distância que compreendia o ensino como algo pronto e acabado, onde os alunos recebiam, armazenavam e repetiam em futuras “provas” o que conseguiram memorizar.